14 de março de 2009

Inicio

Uma pessoa não é classificada pelas vezes que vence, mas pelas que ressurge, começar tudo de novo exige humildade e esperança, a cada dia tenho desenvolvido isso para continuar, humilde uma coisa que não sou muito e esperançoso coisa que nunca gostei de me firmar.

Um inicio revela pequenas nuances de vida que a continuação não mostra, vida essa que podemos viver nos condicionar a entender de uma forma nova, ou somente o mesmo lelo lelo de continuar a trabalhar até morrer.

O inicio fala tudo, mas só o final para mostrar tudo.

11 de março de 2009

Antes de Partir

Ontem assisti “Antes de Partir” com Jack Nikolson e Morgan Freeman e tirei mais lições, o ser humano tem por natureza não pensar na morte, acho isso muito natural, mas essa sensação de não vou “partir” esconde um grande problema, a nossa dificuldade de prioridades, tive a péssima experiência de perder um ente querido em um período que só me dedicava ao trabalho e com isso aprendi a me dedicar mais aos familiares e pouco a pouco fui aprendendo a amadurecer minhas prioridades.

No filme fica claro que o dinheiro por mais importante que seja não supera nossa necessidade de relacionamento, amizades, família e aceitação, somos feitos disso, escolhemos viver em grupo muito antes de falar, a união nos faz fortes e pertencentes, é o que sempre quisemos, mas com todas as distorções familiares e o aumento da sociedade do sucesso sem limite nos distanciamos das pessoas.

Ficou difícil falar o que se sente, as pessoas estão muito longe, nossos parentes são imperfeitos demais para dizermos que eles são nossa maior ligação com esse mundo, nossos amigos são perfeitos demais para mostrarmos nossas tristezas e assim vamos perdendo nossa propriedade de humanos e começamos a superficialidade pela vida.

A morte é a maior forma de lembrarmos das nossas prioridades, felizmente o reconhecimento dela acontece somente na velhice, mas a reflexão sobre o que podemos fazer na juventude sobre o “Antes de Partir” pode começar hoje, o que é minha prioridade e não viveria sem, o que me é tão importante, viveria sem trabalho? Sim! Viveria sem dinheiro? Sim! Viveria sem uma boa comida? Sim! Mas não viveria sem amigos, não viveria sem meus familiares, não viveria sem sorrir.

Um Bom Dia.

9 de março de 2009

Tecido da Terra

Vejo a grata imagem do horizonte
Perco-me no imenso azul do céu
Saudosa vista que me esconde
Redondezas puras do breu

Voa a andorinha em seu verão
Voa o morcego em sua noite
Grandeza desse céu a meia noite
O sol majestoso e a escuridão

Luz e escuro se confundem
Bem ou mal, quem vai saber?
Nessa noite cheia de perfume
Voa as folhes que o tempo tece

Cai da arvore a bela pétala
Folhas secas pelo chão
Suas voltas me confundem
Redondezas piras de breu

Pouco teces a meu respeito
Um tecido para todos nós
Bem ou mal, quem vai saber?
Louca vida cheia de chão e nós.

6 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher

Bom Dia

Uma pequena homenagem as mulheres, pelo milagre da vida que carregam em si, da sensibilidade e beleza que trazem para esse mundo tão brutal que nós homens criamos.

As dicas desse FIND são As Chicas hoje e amanhã na Caixa Cultural na praça da sé 111 (o prédio preto) “de grátis”. E Maria Rita no SESC pinheiros hoje, amanhã e depois por R$ 30.

Rosa

Tu és divina e graciosa

Estátua majestosa

No amor!

Por Deus esculturada

E formada com ardor...

Da alma da mais linda flor

De mais ativo olôr

Que na vida é preferida

Pelo beija-flor...

Se Deus

Me fora tão clemente

Aqui neste ambiente

De luz, formada numa tela

Deslumbrante e bela...

Teu coração

Junto ao meu lanceado

Pregado e crucificado

Sobre a rosa e a cruz

Do arfante peito teu...

Tu és a forma ideal

Estátua magistral

Oh! alma perenal

Do meu primeiro amor

Sublime amor...

Tu és de Deus

A soberana flor

Tu és de Deus a criação

Que em todo coração

Sepultas um amor...

O riso, a fé, a dor

Em sândalos olentes

Cheios de sabor

Em vozes tão dolentes

Como um sonho em flor...

És láctea estrela

És mãe da realeza

És tudo enfim

Que tem de belo

Em todo resplendor

Da santa natureza...

Perdão!

Se ouso confessar-te

Eu hei de sempre amar-te

Oh! flor!

Meu peito não resiste

Oh! meu Deus

O quanto é triste

A incerteza de um amor

Que mais me faz penar

Em esperar

Em conduzir-te

Um dia ao pé do altar...

Jurar aos pés do Onipotente

Em preces comoventes

De dor, e receber a unção

Da tua gratidão...

Depois de remir meus desejos

Em nuvens de beijos

Hei de envolver-te

Até meu padecer

De todo fenecer...