Crescemos num mundo onde existem padrões que necessitamos seguir para sermos aceitos, padrões de comportamento, padrões de beleza, padrões de posses, padrões que foram estipulados para buscarmos, para almejarmos ser e ter.
Vamos refletir que dia você parou e disse que aquele dia era o mais feliz da sua vida? Quantos pensamentos rodam em sua cabeça de ser mais feliz no futuro por possuir algo, ser mais feliz por estar em uma praia, ou outra cidade.
Compramos a felicidade vendida pela mídia, compramos em prestações com certeza de que seremos felizes no futuro, mas o produto nunca é entregue, ou pelo menos a que foi proposto não satisfaz.
Satisfação é um belo assunto, quem está satisfeito nos nossos dias? No Fantástico de ontem (13) saiu uma pesquisa sobre a satisfação das mulheres sobre o próprio corpo, também ontem assisti no Café filosófico da cultura sobre o produto satisfação que nos vendem. Um produto tangível que lhe trará a satisfação como produto intangível.
A juventude é um produto que vendem para trazer felicidade, todos querem ser jovens a vida inteira, querem até com ações infantis continuar em uma maquiagem de felicidade, as pessoas compram juventude facial, as pessoas procuram felicidade rápida para conter suas fragilidades de não ser felizes por si só.
A satisfação garantida e imediata é comum, segundo a psicologia as drogas suprem psicologicamente a necessidade de carinho materno, as bebidas, os excessos de trabalho.
Nos escondemos atrás dos excessos, não respeitamos nossos corpos para nos encaixar nos padrões inalcançáveis de felicidade padronizada, trabalhamos muito para parecermos bem sucedidos, a hora extra é sinal de sucesso para a sociedade, a barriga de tanquinho esconde a anorexia, a gente não espalha o buraco que temos no cartão de crédito, temos vergonha, podemos ser excluídos do grupo.
Desculpe citar o Fantástico novamente, mas também teve um cara que iria correr 24hs seguidas, um médico disse que ele estava acabando com a musculatura dele pelo excesso, mas a satisfação dele era de ser chamado de ultramaratonista, o sucesso era ser melhor que todo mundo, não importa se logo logo ele não vá andar.
Nossos assuntos são sobre a mídia, nossa vida roda em volta da opinião de poucos que tantos seguem veementemente, somos bombardeados com a obrigação de usar algo por que tal artista da novela usa, talvez isso lhe encaixe, mas repare, que tipo de pessoa você quer ser para ser feliz.
Nesse triste fim, de descobrimos que a felicidade não funciona por padrões, pela juventude eterna, nem por posses ou por padrões superados e enquadrados, mas pelos simples fato de tomarmos as rédeas de nossas vidas e vivermos o agora, o futuro tem sua importância, mas tudo o que temos é o agora.